O "roubo" da bicicleta...
Eu não tinha coragem de sair de casa ontem ao final da tarde, aliás, nem da cama... depois de uma semana intensa de "férias sem tá de férias" acompanhando minha mãe, avó... tava dormindo uma média de 5 a 6 horas por dia, eu preciso de no mínimo 7 pra tudo funcionar...enfim... Ontem elas foram pra Roma e aí fui colocar a casa em ordem e descansar.
Fui pra Aveiro, pra quem não conhece, fica a 70 km do Porto, pra sul, é uma cidadezinha muito calminha, onde as pessoas ainda param o carro na faixa de pedestre (=passarelas) pra os pedestres atravessarem... Enfim... fui olhar uma exposição de aviões, tanques de guerra... uma coisa meio sem graça, mas eu tinha uma missão ao sair de casa (ainda não sabia qual era, nem imaginava), fui meio sonolenta contrariando meu corpo que queria ficar deitada até hoje a tarde, se fosse possível... Encontrei lá com Léo que tinha saído um pouco antes pra andar de bicicleta... ele deixou a bike lá encostada na árvore da praça que a gente tava, sem cadeado, ele nunca coloca, nunca precisou... e ficamos por ali olhando os aviões... quando de repente, ele solta a minha mão e diz que a bike sumiu! E solta a bolsa dele pra correr pois os supostos "ladrões" íam empurrando muito calmamente a bicicleta a coisa de 100 metros ou mais, sei lá... eu deixo a bolsa tb no chão e corro atrás, eram dois pirralhas, mas esse tipo de "pirralha" no Brasil anda de canivete ou coisa parecida, corri atrás pq não conseguia mais vê-los, estavam atrás de um palco que tava montado naquela área... Quando cheguei lá nem acreditava, eram dois meninos, um de uns 7, outro maiorzinho, que nem sequer conseguiam sentar na bicicleta! Léo "ameaçou" levá-los a polícia e tal, falou umas coisas.... pegou a bike e eles foram embora, eu voltei correndo pra pegar a bolsa q tinha deixado no chão :) mas fiquei com uma coisa, tinha que ter dito umas verdades pra os pirralhas, não podia ter deixado eles irem embora sem ouvir uma lição de moral...mas como eu "tinha uma missão"... depois de uns 10, 15 minutos, eu não tinha mais saco pra olhar aqueles aviões e resolvemos ir pra casa... fomos saindo da praça quando Léo viu os dois meninos brincando lá perto (nem pra casa foram)... tanta ingenuidade! Ah... era a hora de falar com eles! De dizer as verdades q tavam engasgadas... na verdade eu tava mesmo preocupada, fiquei estarrecida como dois pirralhas de 7 e 8 anos já tinham aquele pensamento de roubar.Eles nos viram de longe e se esconderam dentro daqueles banheiros públicos, aqueles de plásticos... e quando a gente ía passando, um deles abriu a porta pra verificar se a gente já tinha passado... pra tristeza deles, eu olhei na hora e os vi e fui lá, comecei a bater na porta do banheiro e questionar várias coisas relativas a atitudes deles, algumas foram essas: Cadê o pai de vocês??? um deles disse: morreu. E a mãe? tá em casa. E elas sabem que vocês roubam? um responde: a gente não tava a "roubareee" com sotaque "tuga". Eu: e a mãe de vcs manda vcs roubarem?? eles assustados: não, não. Eu: já pensou se ela sabe disso?? já pensou se a gente leva vocês a polícia? Eles: desculpe, desculpe. E foram saindo do banheiro... com um ar assim de arrependidos, pedindo desculpas... e eu disse: olhe, vcs não podem fazer isso, vocês querem ser ladrões? e eles: não, não. Então n façam mais, tá certo?? e os dois: com a cabeça dizendo que sim. Eu confesso que fiquei com uma pena quando eles saíram do banheiro, e ao mesmo tempo achei legal a atitude deles de "arrependimento" e coragem de pedir desculpas e encarar a gente. Eles sabiam que a gente podia muito bem levá-los pra polícia... enfim, mandei pra casa e fui embora aliviada, acho que fiz a boa ação do dia. Pode ser que elem venham a repetir o ato, mas já não vai ser mais por ingenuidade... Espero que tudo que eu tenha dito e questionado sirva de alguma coisa.
Fui pra Aveiro, pra quem não conhece, fica a 70 km do Porto, pra sul, é uma cidadezinha muito calminha, onde as pessoas ainda param o carro na faixa de pedestre (=passarelas) pra os pedestres atravessarem... Enfim... fui olhar uma exposição de aviões, tanques de guerra... uma coisa meio sem graça, mas eu tinha uma missão ao sair de casa (ainda não sabia qual era, nem imaginava), fui meio sonolenta contrariando meu corpo que queria ficar deitada até hoje a tarde, se fosse possível... Encontrei lá com Léo que tinha saído um pouco antes pra andar de bicicleta... ele deixou a bike lá encostada na árvore da praça que a gente tava, sem cadeado, ele nunca coloca, nunca precisou... e ficamos por ali olhando os aviões... quando de repente, ele solta a minha mão e diz que a bike sumiu! E solta a bolsa dele pra correr pois os supostos "ladrões" íam empurrando muito calmamente a bicicleta a coisa de 100 metros ou mais, sei lá... eu deixo a bolsa tb no chão e corro atrás, eram dois pirralhas, mas esse tipo de "pirralha" no Brasil anda de canivete ou coisa parecida, corri atrás pq não conseguia mais vê-los, estavam atrás de um palco que tava montado naquela área... Quando cheguei lá nem acreditava, eram dois meninos, um de uns 7, outro maiorzinho, que nem sequer conseguiam sentar na bicicleta! Léo "ameaçou" levá-los a polícia e tal, falou umas coisas.... pegou a bike e eles foram embora, eu voltei correndo pra pegar a bolsa q tinha deixado no chão :) mas fiquei com uma coisa, tinha que ter dito umas verdades pra os pirralhas, não podia ter deixado eles irem embora sem ouvir uma lição de moral...mas como eu "tinha uma missão"... depois de uns 10, 15 minutos, eu não tinha mais saco pra olhar aqueles aviões e resolvemos ir pra casa... fomos saindo da praça quando Léo viu os dois meninos brincando lá perto (nem pra casa foram)... tanta ingenuidade! Ah... era a hora de falar com eles! De dizer as verdades q tavam engasgadas... na verdade eu tava mesmo preocupada, fiquei estarrecida como dois pirralhas de 7 e 8 anos já tinham aquele pensamento de roubar.Eles nos viram de longe e se esconderam dentro daqueles banheiros públicos, aqueles de plásticos... e quando a gente ía passando, um deles abriu a porta pra verificar se a gente já tinha passado... pra tristeza deles, eu olhei na hora e os vi e fui lá, comecei a bater na porta do banheiro e questionar várias coisas relativas a atitudes deles, algumas foram essas: Cadê o pai de vocês??? um deles disse: morreu. E a mãe? tá em casa. E elas sabem que vocês roubam? um responde: a gente não tava a "roubareee" com sotaque "tuga". Eu: e a mãe de vcs manda vcs roubarem?? eles assustados: não, não. Eu: já pensou se ela sabe disso?? já pensou se a gente leva vocês a polícia? Eles: desculpe, desculpe. E foram saindo do banheiro... com um ar assim de arrependidos, pedindo desculpas... e eu disse: olhe, vcs não podem fazer isso, vocês querem ser ladrões? e eles: não, não. Então n façam mais, tá certo?? e os dois: com a cabeça dizendo que sim. Eu confesso que fiquei com uma pena quando eles saíram do banheiro, e ao mesmo tempo achei legal a atitude deles de "arrependimento" e coragem de pedir desculpas e encarar a gente. Eles sabiam que a gente podia muito bem levá-los pra polícia... enfim, mandei pra casa e fui embora aliviada, acho que fiz a boa ação do dia. Pode ser que elem venham a repetir o ato, mas já não vai ser mais por ingenuidade... Espero que tudo que eu tenha dito e questionado sirva de alguma coisa.
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