Graz (Áustria): A "bomba" de Páprika...

Teatro construído quando a cidade foi capital da cultura européia (Rio Mur)
Bem, a nossa passagem em Graz, na Áustria, foi meteórica mas foi o suficiente para não esquecermos da cidade. Muito organizadinha, a começar pela estação de trem. Lá você em alguns minutos guarda tua mochila num sistema todo Hi-teck, com cartão, tudo automático, sobe as escadas rolantes e já tá no posto de turismo onde a senhora pergunta tudo e faz logo teu roteiro e inclusive saímos da estação com um ticket que tava incluído passagens de tram ída e volta pra estação, passeio no funicular e a passagem de trem para o aeroporto por 3,5 euros. Tivemos duas horas pra caminhar e nos apaixonar pela cidadezinha de tão linda que é. A parte histórica é uma graça, andamos por entre as ruelas, passamos pela Catedral, e até entramos num túnel que foi construído para refugiar as pessoas na época do domínio Nazista, e que hoje usam o espaço para espetáculos. Que coisa hein! Pena que não deu pra subir no funicular. Optamos por andar mais a pé.

Praça Schlossberg - Torre do relógio Uhrturm

Praça Schlossberg - Torre do relógio Uhrturm
A outra coisa que marcou nossa passagem aconteceu no aeroporto.
Chegamos cedo no check-in. Ficamos lá de bobeira um tempo antes de passar na polícia, para entrada daquela sala de espera.. Tou eu lá sentada e Léo havia ído ao banheiro. De repente ouço nos microfones: "%&&##&& Carvalho". Ops, alguém chamar Carvalho nessas terras de nomes esquisitos, pareceu-me um pouco estranho. Um tempo depois de novo, eu não conseguia entender o 1º nome, e quando Léo saiu do banheiro eu disse (rindo): "Olha, acho que tão chamando teu nome nos microfones, para ir até a polícia..." Mas nem eu acreditava que era o nome dele. Quando estávamos apresentando o passaporte e a mulher "polícia" deu o ok para entrarmos na sala de espera, novamente os microfones: "Leonardo Carvalho.... " o nome dele é Leandro, mas tudo bem, mesmo assim era muita coincidência. Ele ficou maluco pq estávamos lá dentro e a tal mulher não deixava ele voltar, ou seja, ele próprio ir a polícia verificar o que eles queriam, nas outras chamadas dizia para ele se dirigir ao setor das bagagens. Enfim, nosso pânico foi aumentando pq estávamos presos lá na sala, sem um funcionário sequer! A sorte é que tinha um café/bar dentro da salinha onde Léo explicou pra menina atendente e ela rapidamente foi lá de novo na polícia e falou com outros dois policiais que apareceram a procura de Leandro e o reencaminharam lá pra cena das bagagens! Meu Deus, as "aventuras continuam". Eu, lá, em pânico, claro pensando sempre o pior: "meu Deus, será que colocaram drogas nas nossas malas?" mas a gente tinha acabado de despachar. Depois de uns 10 minutos veio um policial que me viu em estatalada, sem entender nada, e me disse que eu ficasse descansada que já já ele viria, que só íam revistar as mochilas. Depois de 20 minutos que mais pareceram duas horas, chega Léo e me diz: o problema era na tua mochila. Eu: na minha? o que? Léo: eles viram no monitor uma lata de metal, e não conseguiam identificar, então me chamaram pq poderia ser uma bomba. Eu: uma bomba? como assim?? que lata? Léo: tu não vai acreditar, era a latinha de páprika que compraste no mercado em Budapeste.
Fala sério!!!! Um condimento!! Só pq tava numa latinha daquelas todas bonitinhas, que eu só passei coisa de uma hora indecisa em qual comprava, logo ela! Quando Léo tirou a lata da mala, eles viram que não era bomba e pronto. Detalhe: viram tudo que tinha na minha mochila porque Léo saiu jogando tudo pro alto pra poder encontrar pois eu tinha colocado bem lá no fundo!
Fala sério!!!! Um condimento!! Só pq tava numa latinha daquelas todas bonitinhas, que eu só passei coisa de uma hora indecisa em qual comprava, logo ela! Quando Léo tirou a lata da mala, eles viram que não era bomba e pronto. Detalhe: viram tudo que tinha na minha mochila porque Léo saiu jogando tudo pro alto pra poder encontrar pois eu tinha colocado bem lá no fundo!
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