Ser Imigrante é...
(31/10)
Juro que me contive diversas vezes em escrever um post com esse teor... mas hoje chegou o dia.
Que me desculpem meus amigos portugueses, o que falo aqui me refiro sem generalizar, como é óbvio! Mas o mesmo acontece comigo quando se referem aos "brasileiros",portanto...
Quem me conhece sabe que não vivo, nem nunca vivi em "guetos" , com galera brasileira ou de qualquer outro tipo de imigrantes... mas entendo perfeitamente a formação deles. Vejo como uma forma de proteção também para não se sujeitar a passar por certas coisas que quem "se mistura" tá mais sujeito a passar como é meu caso. Seria ingratidão dizer que sou a coitadinha imigrante que sofre diariamente de preconceitos, nada disso, eu não cheguei aqui pra isso, se tivesse me acontecido teria voltado quando com a mesma passagem que vim... Até porque quem me conhece também sabe que meu objetivo de tá aqui não é mandar dinheiro pra minha mãe comer no Brasil ou coisa parecida. Mas confesso que "ser imigrante" não é uma tarefa fácil, especialmente para as "brasileiras"... Pois é, é ter sempre que se impor para não te confundirem com uma prostituta... é também não se mostrar tão receptivo e "dado" porque interpretam logo achando que pode se conseguir algo mais, no sentido mesmo escabroso... É chegar em qualquer lugar e não dá uma de coitadinho porque aí é que "Montam logo"... ou seja, tratam com ar de superioridade e grosseria...e assim são as infindáveis histórias de imigrantes...
Aí vem alguém e diz: "são diferenças culturais"... São sim, mas eu não me acostumo. Sinto falta de viver sem essa "carapaça" que tenho sempre que tá me impondo para não ser mal interpretada... ou olhada de lado. Fico indignada quando vejo muitos brasileiros humildes passando por certas coisas porque simplesmente eles agem como eles próprios. Aí vem outro e diz: Ah... mas na Espanha é pior, na Suécia... Não sei, nunca vivi lá, só posso falar daqui.
Quem me conhece sabe que adoro o país, fiz grandes amizades e levarei elas pra qualquer lugar que eu for um dia... Mas me desculpem, hoje é meu dia de falar mal, hoje é meu dia de falar a coisa que mais me repugna que é essa visão generalizada, pejorativa, que me faz todos os dias vestir uma capa como numa peça teatral, mas como qualquer ator, a gente enjoa do mesmo papel. Ainda não chegou no meu limite, mas confesso que nunca me acostumo, nunca vou me acostumar.
Juro que tento me inserir o mais que posso na sociedade, mas deixa tanto ainda a desejar em "relações humanas" que é por isso que nunca, nunca deixei de pensar em voltar um dia (sem data, nem hora) pro meu país.
Espero que um dia essa sociedade consiga ver que nosso "calor humano", "simpatia" seja mesmo reconhecida ao pé da letra e não confundida com "prostituição" ou pessoas "miseráveis", "pobres coitados"... e que nos vejam com igualdade e que aprendam e percam o medo que demonstrar carinho e atenção é só isso mesmo e não outra coisa simplesmente por não sermos portugueses...
Mas, infelizmente, acho que até lá já estarei em outra "peça teatral"...
Enfim... falo de ser imigrante aqui pq nunca fui noutro lugar, se no Brasil ou na Suécia são piores, não sei, sei do que vejo diariamente, da chatice que é ter que sempre tá a regular tudo que se fala ou se age... E hoje estou profundamente cansada disso, chateada,enfim... P&#a da vida!!! (não levem P&#a da vida ao pé da letra também!!!)
Juro que me contive diversas vezes em escrever um post com esse teor... mas hoje chegou o dia.
Que me desculpem meus amigos portugueses, o que falo aqui me refiro sem generalizar, como é óbvio! Mas o mesmo acontece comigo quando se referem aos "brasileiros",portanto...
Quem me conhece sabe que não vivo, nem nunca vivi em "guetos" , com galera brasileira ou de qualquer outro tipo de imigrantes... mas entendo perfeitamente a formação deles. Vejo como uma forma de proteção também para não se sujeitar a passar por certas coisas que quem "se mistura" tá mais sujeito a passar como é meu caso. Seria ingratidão dizer que sou a coitadinha imigrante que sofre diariamente de preconceitos, nada disso, eu não cheguei aqui pra isso, se tivesse me acontecido teria voltado quando com a mesma passagem que vim... Até porque quem me conhece também sabe que meu objetivo de tá aqui não é mandar dinheiro pra minha mãe comer no Brasil ou coisa parecida. Mas confesso que "ser imigrante" não é uma tarefa fácil, especialmente para as "brasileiras"... Pois é, é ter sempre que se impor para não te confundirem com uma prostituta... é também não se mostrar tão receptivo e "dado" porque interpretam logo achando que pode se conseguir algo mais, no sentido mesmo escabroso... É chegar em qualquer lugar e não dá uma de coitadinho porque aí é que "Montam logo"... ou seja, tratam com ar de superioridade e grosseria...e assim são as infindáveis histórias de imigrantes...
Aí vem alguém e diz: "são diferenças culturais"... São sim, mas eu não me acostumo. Sinto falta de viver sem essa "carapaça" que tenho sempre que tá me impondo para não ser mal interpretada... ou olhada de lado. Fico indignada quando vejo muitos brasileiros humildes passando por certas coisas porque simplesmente eles agem como eles próprios. Aí vem outro e diz: Ah... mas na Espanha é pior, na Suécia... Não sei, nunca vivi lá, só posso falar daqui.
Quem me conhece sabe que adoro o país, fiz grandes amizades e levarei elas pra qualquer lugar que eu for um dia... Mas me desculpem, hoje é meu dia de falar mal, hoje é meu dia de falar a coisa que mais me repugna que é essa visão generalizada, pejorativa, que me faz todos os dias vestir uma capa como numa peça teatral, mas como qualquer ator, a gente enjoa do mesmo papel. Ainda não chegou no meu limite, mas confesso que nunca me acostumo, nunca vou me acostumar.
Juro que tento me inserir o mais que posso na sociedade, mas deixa tanto ainda a desejar em "relações humanas" que é por isso que nunca, nunca deixei de pensar em voltar um dia (sem data, nem hora) pro meu país.
Espero que um dia essa sociedade consiga ver que nosso "calor humano", "simpatia" seja mesmo reconhecida ao pé da letra e não confundida com "prostituição" ou pessoas "miseráveis", "pobres coitados"... e que nos vejam com igualdade e que aprendam e percam o medo que demonstrar carinho e atenção é só isso mesmo e não outra coisa simplesmente por não sermos portugueses...
Mas, infelizmente, acho que até lá já estarei em outra "peça teatral"...
Enfim... falo de ser imigrante aqui pq nunca fui noutro lugar, se no Brasil ou na Suécia são piores, não sei, sei do que vejo diariamente, da chatice que é ter que sempre tá a regular tudo que se fala ou se age... E hoje estou profundamente cansada disso, chateada,enfim... P&#a da vida!!! (não levem P&#a da vida ao pé da letra também!!!)
Comentários
Beijocas!!
Aqui, alguns brasileiros se sentem discriminados mas eu raramente me senti assim. Acho que também depende da forma que você aproxima e da abertura de aceitar as diferenças.
Às vezes sinto uma dificuldade de entendimento em certos diálogos não pela língua mas pela forma de pensar, pelas diferentes experiências de vida mas isso faz parte. Eu senti muito isso no Brasil por diferentes razões.
concordo perfeitamente com o que dizes. O 'tuga' é muito mais racista e preconceituoso do que gosta de dar a entender. Não preciso de ser imigrante para perceber situações de prepotência todos os dias em vários tipos de contexto. Acho que ainda temos muito para aprender enquanto sociedade ;-)
Cris: Não estava só chateada, mas não era só isso... foi meio que um desabafo de tudo que venho presenciando...
Sps: eu sei bonita que como vc, tenho amigos aqui bem especiais que gostam do nosso povo.
Megui: de jeito nenhum que não vivo passando por esse tipo de coisa, pelo contrário, como referi vi pouca coisa mas já ouvi e vi em outras pessoas bastante... por isso a raiva.
Major: infelizmente o pessoal que não é racista é minoria, mas pronto, um dia espero que cheguem lá...
bjs a todos.